sexta-feira, 4 de maio de 2012

PÓS GRADUAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA CONVIDA PARA PALESTRA NO TEATRO DO UNIMSB

A Coordenação do curso de Pós-Graduação lato sensu em História do Brasil Colonial, do Centro Universitário Moacyr Sereder Bastos, tem o prazer em convidá-lo para a palestra da professora Flâmer Távora (mestranda em Direito), no dia 08 maio, às 19:30 horas, no Teatro, do bloco A, intitulada “A conjuntura histórica brasileira e os direitos fundamentais na Constituição do Império segundo Marquês de São Vicente”. Serão oferecidas, para alunos dos cursos de graduação do UniMSB, horas complementares.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LEMBRANDO A SEMANA DE 22



Esta é apenas uma das obras expostas no 3o. Andar do Prédio E - UNIMSB!
Afinados com a exposição de Tarsila do Amaral, estamos com obras que homenageam os modernistas Brasileiros. Venha conferir!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS, PESSOAL




Que possamos ter um Novo Ano repleto de Esperança, Coragem e muito Amor!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011



I Simpósio de História do Brasil Colonial

04 de outubro

Abertura -19:00 horas
- Reitor professor Adilson Rodrigues Pintos
- Vice-Reitor / Pró-Reitor Acadêmico Professor Bruno Bastos
- Coordenador de Pós-Graduação professor José Artur
- Coordenador do Curso de História professora Sandra Mara Silva de Lima

"Um Instante Maestro" - 19:15 horas
- Com o Músico e historiador Flávio Marinho Campos

Dra. Maisa Kullok - 19:30 horas
- Sobre o papel da formação complementar lato sensu

Dr. Roberto Guedes Ferreira - 20:30 horas
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
- Sobre a economia colonial


05 de outubro

Dra. Neusa Fernandes - 19:30 horas
- Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro - IHGRJ
- Sobre os processos inquisitórios coloniais

Dra. Marcia Amantino - 20:30 horas
- Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO
- Sobre o papel jesuíta no território


06 de outubro

Dr. Renato Pereira Brandão - 19:30 horas
- Universidade Estácio de Sá
-O Rio de Janeiro no cenário colonial

Dra. Rosana Najjar - 20:30 horas
-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN
- O papel da arqueologia no processo colonial

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CONFERÊNCIA COM O MEDIEVALISTA RICARDO DA COSTA

Conferência do medievalista Dr. Ricardo da Costa (Universidade Federal do Espírito Santo) na segunda-feira, dia 26/09 : auditório da Comunicação Social, às 19h. Prédio da Biblioteca, no UniMSB!

Aproveitem a oportunidade!!! É antes das provas de Produção Textual e Diversidade e Bioética!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O que é Paleotologia?

A UniMSB e a Fundação Oswaldo Cruz, em uma parceria inédita para a instituição, traz aos estudantes e público da região um ciclo de 17 mostras sobre os mais diversos assuntos organizados e formatados pela Fiocruz.

A primeira mostra da programação é “Paleotologia – O Estudo da Doença no Passado” que fala do estudo da evolução das doenças através de fósseis. A exposição fica no campus da UniMSB até o dia 3 de junho e poderá ser visitada no 3º. andar do Bloco E.

As visitas podem ser agendadas das 9h às 17h no telefone 2413-5727 (ramal 449).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CURSOS NO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

Grata ao nosso ex-aluno Alfredo Gutenberg por ter encaminhado a informação por e-mail!

MINISTÉRIO DA CULTURA
INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

MUSEU HISTORICO NACIONAL - CURSOS

PROGRAMAÇÃO DE CURSOS 2011

De junho a setembro de 2011, serão realizados no Museu Histórico

Nacional onze cursos voltados a profissionais de instituições
culturais, estudantes e público em geral. As inscrições podem ser
feitas no próprio museu, no setor educativo, de 2º a 6º feira, das 13
às 17h, ou através de depósito bancário. Serão conferidos certificados

aos participantes com presença mínima de 80% (oitenta por cento).
Membros da Associação dos Amigos do MHN têm desconto em todos os cursos.
Mais informações através dos telefones (21) 2550 9257/ 8614-2005 ou
dos emails mhn.cursos@gmail.com e profgustavolopes@yahoo.com.br



JUNHO:

AS ORDENS RELIGIOSAS E SUA IDENTIDADE ARQUITETÔNICA E ARTÍSTICA NO
BRASIL COLONIAL
Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira
De 06 a 10 de junho, 2º a 6º feira, das 14 às 17h
Profissionais: R$ 144,00 (3 parcelas de R$48,00)

Estudantes e associados/MHN : R$117,00 ( 3 parcelas de R$39,00)

CONSERVAÇÃO PREVENTIVA DO PATRIMÔNIO EDIFICADO: ASPECTOS GERAIS
Claudia Suely Rodrigues de Carvalho
De 27 de junho a 01 de julho, 2º a 6º feira, das 14 às 17h.

Profissionais: R$ 144,00 (3 parcelas de R$ 48,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 117,00 (3 parcelas de R$ 39,00)

JULHO:

O AZULEJO E SUA PRESENÇA NO BRASIL
Dora Monteiro e Silva de Alcântara
De 04 a 08 de julho, de 2º a 6º feira, das 14 às 17 h

Profissionais: R$ 144,00 (3 parcelas de R$ 48,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 117,00 ( 3 parcelas de R$ 39,00 )

ILUMINAÇÃO DE MUSEUS
Mariângela de Moura
De 11 a 15 de julho, de 2º a 6º, das 14 às 18h

Profissionais: R$ 165,00 (3 parcelas de R$ 55,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 132,00 (3 parcelas de R$ 44,00)


COMO ELABORAR E DIVULGAR TRABALHOS CIENTÍFICOS
Aline Montenegro Magalhães e Rafael Zamorano Bezerra

De 25 a 29 de julho, de 2º a 6º feira, das 14 às 18h
Profissionais: R$165,00 (3 parcelas de R$ 55,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 132,00 (3 parcelas de R$ 44,00)

AGOSTO:

PRESERVAÇÃO DE ACERVOS AUDIOVISUAIS: UMA ABORDAGEM GERENCIAL

Solange Zúñiga e Adriana Cox Hollós, com participação de especialistas
convidados.
De 01 a 05 de agosto, de 2º a 6º feira, das 14 às 18h.
Profissionais: R$ 165,00 ( 3 parcelas de R$ 55,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 132,00 (3 parcelas de R$ 44,00).


ORGANIZAÇÃO DE ACERVOS FOTOGRÁFICOS
Aline Lopes de Lacerda
De 08 a 12 de agosto, de 2º a 6º feira, das 10 às 13h
Profissionais: R$ 144,00 ( 3 parcelas de R$ 48,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 117,00 (3 parcelas de R$ 39,00)


CONSERVAÇÃO FOTOGRÁFICA: IDENTIFICAÇÃO E PROCEDIMENTOS BÁSICOS
Sandra Baruki
De 15 a 19 de agosto, de 2º a 6º feira, das 14 às 17h. Vagas limitadas
Profissionais: R$ 144,00 (3 parcelas de R$ 48,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 117,00 (3 parcelas de R$ 39,00)


Obs: O aluno deverá levar um par de luvas de helanca ou algodão para
manuseio do mostruário.

DIGITALIZAÇÃO E ARQUIVAMENTO DE IMAGENS DIGITAIS
Millard Wesley Long Schisler
Dias 22, 23 e 24 de agosto, 2º, das 10 às 12h e das 14 às 17h (1º

dia), e 3º e 4º feira, das 9h às 12 horas e de 14 às 18 horas
Profissionais: R$ 231,00 (3 parcelas de R$ 77,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 186,00 (3 parcelas de R$ 62,00)

Obs: não é obrigatório, mas como não haverá um laboratório nas

dependências do curso, seria importante que o participante tivesse um
notebook com Adobe Creative Suite versões 3, 4 ou 5 instalado para
acompanhar a parte mais prática.

GERENCIAMENTO DE RISCOS PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL

José Luiz Pedersoli Júnior
De 29 a 31 de agosto, de 2º a 4º feira, das 9 às 12h e das 14 às 18h
Profissionais: R$ 231,00 (3 parcelas de R$ 77,00)
Estudantes e associados/MHN: R$ 186,00 (3 parcelas de R$ 62,00)


SETEMBRO:

TESOUROS DA OURIVESARIA PORTUGUESA E BRASILEIRA
Gonçalo de Vasconcelos e Sousa
Dias 5, 6, 8 e 9 de setembro, 2ª, 3ª e 5ª, das 14 às 18h, e 6ª feira,
das 9 às 12h e das 14 às 18h
Profissionais: R$ 231,00 ( 3 parcelas de R$ 77,00)

Estudantes e associados/ MHN: R$ 186,00 (3 parcelas de R$ 62,00)


INSCRIÇÕES: MUSEU HISTÓRICO NACIONAL
Local: Setor Educativo
Horário: das 13 às 17 horas ou por depósito bancário
Fone: (21) 2550 9257/ (21) 8614 2005 (Gustavo)

Outras informações: mhn.cursos@museus.gov.br ou profgustavolopes@yahoo.com.br
www.museuhistoriconacional.com.br




Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora, s/nº
Próximo à Praça XV
www.museuhistoriconacional.com.br
mhn02@visualnet.com.br

Telefone: 21-25509220

Aberto ao público de 3º a 6º feira, das 10h às 17h30, e aos sábados,
domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval e dias de
eleições), das 14h às 18h. Não abrimos ao público às segundas-feiras,

mesmo que seja feriado.

Ingresso para exposições do Museu Histórico Nacional:
R$ 6,00 (seis reais)

Estão isentos de pagamento (mediante comprovação): crianças até cinco
anos de idade; sócios do ICOM-International Council of Museum;

funcionários do IBRAM e do IPHAN; alunos e professores das escolas
públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65
anos; guias de turismo e estudantes de museologia. Alunos agendados da
rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores

de 65 anos pagam a metade do valor. Aos domingos, a entrada é franca.

EXPOSIÇÃO DE PALEONTOLOGIA - MUSEU DA VIDA

ATENÇÃO MOÇADA!!!


JÁ VISITARAM O 3o. ANDAR DO BLOCO E DO UNIMSB? O MESMO ANDAR DA COORDENAÇÃO DE CURSOS? AINDA NÃO?!!

POIS ESTÃO PERDENDO A EXPOSIÇÃO, TRAZIDA PELA PROFESSORA BIANCA REIS, LÁ DO MUSEU DA VIDA (FIOCRUZ) SOBRE PALEONTOLOGIA.

TEM ATÉ UMA MINI OFICINA PARA MOSTRAR COMO FUNCIONAM AS ESCAVAÇÕES. PARA PARTICIPAR DA OFICINA O GRUPO PRECISA AGENDAR PREVIAMENTE COMIGO, PARA QUE OS MONITORES RECEPCIONEM VOCÊS.


;)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fotos da Semana de História






Seguem com um pequeno atraso, as fotos do 2o. e do 3o. dia da Semana de História.

Aproveito a postagem para deixar meus sinceros agradecimentos a todos os alunos e professores que compareceram e prestigiaram nossa Semana, e também aos queridos amigos, colegas e convidados, responsáveis pelo grande sucesso do evento!!!

Vale lembrar os parceiros deste ano: Elegant - formaturas, que decorou e forneceu o buffet para os convidados! Suzi Aguiar, que trouxe material rico da Fiocruz para ser sorteado e distribuído ao longo do Evento,







ao nosso coordenador de Pós-Graduação do UniMSB, professor Vlademir Luft e ao professor Jefferson Machado, que fez o link entre Laboratório de Estudos Medievais (PEM) - UFRJ e o UniMSB, que sorteou livros e doou alguns exemplares para nossa Biblioteca.


No Segundo dia, conversamos com o professor Marcos, sobre a economia da Baixada Fluminense nos séculos XVII, XVIII e XIX...



E com a Professora Andrea Pessanha, sobre Carnaval




No último dia recebemos as pesquisadoras Andréa Frazão e Maria Valdiza, da UFRJ, e conversamos sobre Hagiografia e Medievalismo:



Não poderia deixar de agradecer, também, e mais uma vez, a moçada bacana do 5o. período, que se ofereceu para trabalhar na organização do evento (e trabalhou heim!!!rs). Obrigada a vocês também do "Apoio Técnico"!







quinta-feira, 19 de maio de 2011

Segundo dia da Semana de História

Os professores e pesquisadores Marcos Paulo Mendes de Araújo e Andrea Pessanha conversaram sobre histórias urbanas.
Marcos falou sobre a Baixada Fluminense, viajando pelos séculos XVII e XVIII e Andrea trouxe muitas informações sobre a cultura afro-brasileira, discutindo a festa mais popular do Brasil - O Carnaval.

No final, muitas perguntas e, para manter o clima de "comemoração", o sorteiro de ingressos para o espetáculo de dança "Volta ao Mundo".


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Semana de História - 1o Dia

A Semana de História começou ontem com a maravilhosa palestra do professor Julio César Medeiros Pereira.



O pesquisador Julio conversou com o publico sobre o Hospital de Escravos de Santa Cruz, tema de sua tese de doutorado na Fiocruz.




No finalzinho, o pessoal que fez perguntas ao pesquisador acabou faturando os brindes cedidos pela Fiocruz




Fizemos alguns registros dos professores que participaram do evento, via celular, infelizmente com baixa resolução..







Uma parte de nossa animada equipe de apoio técnico confraternizando no primeiro dia!




E você? Fotografou? Quer comentar?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SEMANA DE HISTÓRIA 2011

PROGRAMAÇÃO


17/05 terça feira: Conversando sobre Escravidão “O Hospital de Escravos da Imperial Fazenda de Santa Cruz”.

Júlio César Medeiros da S. Pereira Doutorando em História da Ciência e da Saúde pela FIOCRUZ/ Mestre em História Social pela UFRJ/ Diretor do Núcleo de pesquisa do IPN - Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.


Atividade paralela: BANCA “TROCA DE LIVROS” – HALL


18/05 quarta feira: Conversando sobre Histórias Urbanas

“A Economia na Baixada Fluminense nos séculos XVI e XVIII”
Marcos Paulo Mendes de Araújo.
Doutor em História – Professor da Pós-Graduação em História do Brasil do UniMSB.

“Carnaval: a folia do povo “
Professora Andrea Pessanha


“Sociedades indígenas no entorno da Guanabara “
Professor Ney Alberto Gonçalves de Barros -


Atividade paralela: DIVULGAÇÃO DO ESPETÁCULO DE DANÇA “VOLTA AO MUNDO” DE FERNANDA DIAS – Lona Elza Osborne, Campo Grande.


19/05 quinta feira : Conversando sobre Historia Medieval

“Reflexões sobre a Hagiografia Ibérica Medieval”

Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva
Doutora em História Social - UFRJ, professora do Instituto de História da UFRJ, Coordenadora do programa de Estudos medievais- UFRJ, Pesquisadora do CNPq.


“Corpo, violência e poder no medievo: o caso de Clara e Inês de Assis”

Maria Valdiza Rogério da Silva
Doutoranda do Programa de Estudos Medievais - UFRJ


REALIZAÇÃO
COORDENAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA
historia@msb.br
COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO
15 horas
extensão@msb.br

ORGANIZAÇÃO
Docentes: Ângela Castilho, Jefferson Machado, Suzi Santos Aguiar, Vlademir J. Luft Sandra Mara Lima

APOIO TÉCNICO/ DISCENTES/ 5º. Período: Joseane Pinto Brandão, Maicon Julho de Souza, Yann S. Pacheco, Priscila Moraes D. de Lima, Isabela Cristina Furtado, Caio Vinicius Moraes da Silva.

Teatro do UniMSB – 19h as 22h – Rua Engenheiro Trindade, Campo Grande, RJ.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SEMANA DE MEIO AMBIENTE

Estão abertas as inscrições para a Semana de Meio Ambiente, organizada pela professora Fátima Rangel. A taxa de inscrição é de R$20,00 (vinte reais) e inclui certificado para quem possuir 75% de presença.
Maiores informações no primeiro andar do prédio E - Coordenadoria de Extensão.

Participem!

terça-feira, 25 de maio de 2010

ENCONTRO REGIONAL - ANPUH , JULHO DE 2010

TEMA:

Memória e Patrimônio é o tema do XIV Encontro da ANPUH-Rio. A dimensão superlativa do campo do patrimônio cultural na atualidade, evidenciada pela aceleração da necessidade de produzir memórias e consagrar patrimônios, numa ânsia por referências e elos de identidade, tem chamado a atenção dos historiadores para as demandas do homem contemporâneo em relação ao passado.

A construção de narrativas de pertencimento, que valorizam o universo singular das identidades locais e ressignificam as identidades e memórias nacionais, configura hoje um campo de trabalho para o historiador, que deve refletir sobre as aproximações e os confrontos entre o discurso historiográfico e o discurso patrimonial, entre história e memória. Essas questões, por sua vez, tornam ainda mais urgente as reflexões sobre temas como o mercado de trabalho do historiador e a regulamentação de sua profissão.

Nosso estado reúne condições que o tornam um lugar privilegiado para a reflexão sobre os processos de patrimonialização e construção de memórias. Em primeiro lugar, pela diversidade do seu acervo cultural, cujos vestígios materiais, traços e expressões culturais abrangem temas e problemas bastante variados, devido à histórica configuração desse território, remetendo às populações indígenas, aos remanescentes de quilombos, às populações de imigrantes estrangeiros, às redes de migração internas, à diversidade dos grupos sociais urbanos, ao cosmopolitismo da antiga capital e às configurações dos espaços e representações de poder em suas áreas urbanas e rurais. Em segundo lugar, por reunir um número expressivo de instituições de memória, como museus, centros culturais, arquivos, centros de memória e órgãos de preservação de patrimônio cultural, como as grandes instituições nacionais sediadas na capital e as demais instituições de caráter público e privado aqui existentes.

Diante desse quadro, convocamos os historiadores a ocuparem seu lugar e refletirem sobre seu papel nesse mundo em nosso XIV Encontro cujo tema é Patrimônio e Memória.



Ricardo Salles
Presidente da Seção Rio de Janeiro da ANPUH






Estão abertas as inscrições de ouvintes dos Simpósios Temáticos e para ouvintes dos Minicursos do XIV Encontro Regional, a ser realizado entre os dias 19 e 23 de julho 2010, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO.

Simpósios Temáticos

01. A imagem midiática e a constituição da memória na contemporaneidade
Coordenadores: MARIA RUTH MACHADO FELLOWS (Doutor(a) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro), SONIA MARIA DE ALMEIDA IGNATIUK WANDERLEY (Doutor(a) - Universidade do Rio de Janeiro - UERJ)

02. Ciência e Tecnologia como patrimônio
Coordenadores: CHRISTINA HELENA DA MOTTA BARBOZA (Doutor(a) - Museu de Astronomia e Ciências Afins), HELOISA MEIRELES GESTEIRA (Pós-graduado(a)/Especialista - Museu de Astronomia e Ciências Afins)

03. Ciências Biomédicas e Saúde em Perspectiva Histórica
Coordenadores: DOMINICHI MIRANDA DE SÁ (Doutor(a) - Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz), LUIZ ANTONIO DA SILVA TEIXEIRA (Doutor(a) - Casa de Oswaldo Cruz - Fiocruz)

04. Diferenças e Desigualdades Sociais
Coordenadores: FABIO HENRIQUE LOPES (Doutor(a) - UFRRJ), MARILENE ROSA NOGUEIRA DA SILVA (Doutor(a) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

05. Dimensões da Desordem em Colônias: Desvios, Ilicitudes e Descaminhos
Coordenadores: MARIA ISABEL DE SIQUEIRA (Doutor(a) - UNIRIO Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), PAULO CAVALCANTE (Doutor(a) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)

06. Dinâmica Imperial no Antigo Regime Português: séculos XVI -XVIII
Coordenadores: ANTONIO CARLOS JUCÁ DE SAMPAIO (Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro), BEATRIZ CATÃO CRUZ SANTOS (Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

07. Ensino de História: memória e identidades
Coordenadores: ARLETTE MEDEIROS GASPARELLO (Doutor(a) - Universidade Federal Fluminense), HELENICE APARECIDA BASTOS ROCHA (Doutor(a) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

08. Estado, Intelectuais e Cultura no Brasil (séculos XIX e XX)
Coordenadores: MARIA LETÍCIA CORRÊA (Doutor(a) - UERJ/Faculdade de Formação de Professores), SONIA REGINA DE MENDONÇA (Doutor(a) - UFF)

09. Estudos Africanos: Dimensões Históricas das Sociedades Africanas e dos Africanos na Diáspora
Coordenadores: ALEXANDRE VIEIRA RIBEIRO (Doutor(a) - Universidade Federal Fluminense), ANDREA BARBOSA MARZANO (Doutor(a) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio))

10. Forças Armadas, Estado e Sociedade
Coordenadores: ADRIANA BARRETO DE SOUZA (Doutor(a) - UFRRJ), PIERO DE CAMARGO LEIRNER (Pós Doutor(a) - UFSCar)

11. História da saúde e das doenças: representação, conhecimento científico e instituições
Coordenadores: ANNA BEATRIZ DE SÁ ALMEIDA (Doutor(a) - Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz), DILENE RAIMUNDO DO NASCIMENTO (Doutor(a) - Fundação Oswaldo Cruz/Casa de Oswaldo Cruz)

12. História do Crime e da Justiça Criminal
Coordenadores: MARCOS LUIZ BRETAS DA FONSECA (Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro), MARILENE ANTUNES SANT`ANNA (Doutor(a) - Universidade Gama Filho)

13. História do Esporte e das Práticas Corporais
Coordenadores: RAFAEL FORTES SOARES (Doutor(a) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)), VICTOR ANDRADE DE MELO (Pós Doutor(a) - PPGHC/UFRJ)

14. História e Urbanização: rediscutindo o Espaço Urbano
Coordenadores: CEZAR TEIXEIRA HONORATO (Pós Doutor(a) - Universidade Federal Fluminense)

15. Histórias da escrita da história
Coordenadores: MARIA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA (Doutor(a) - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), REBECA GONTIJO TEIXEIRA (Doutor(a) - UFRRJ)

16. Idéias, intelectuais e instituições: memória e patrimônio
Coordenadores: FERNANDO ANTONIO FARIA (Doutor(a) - Universidade Federal Fluminense)

17. Igreja, Sociedade e Poder na Idade Média
Coordenadores: ANDRÉIA CRISTINA LOPES FRAZÃO DA SILVA (Doutor(a) - UFRJ), LEILA RODRIGUES DA SILVA (Doutor(a) - UFRJ)

18. Imagens Contemporâneas: fotografia, vídeo e cinema na pesquisa e no ensino de história
Coordenadores: ANA MARIA MAUAD DE SOUSA ANDRADE ESSUS (Pós Doutor(a) - Universidade Federal Fluminense), MARIANA DE AGUIAR FERREIRA MUAZE (Pós Doutor(a) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)

19. Instituições Políticas, Cultura Jurídica e Cultura Religiosa: História e Memória
Coordenadores: ANNA MARINA MADUREIRA DE PINHO BARBARÁ PINHEIRO (Doutor(a) - UFRJ), GIZLENE NEDER (Doutor(a) - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)

20. Literatura e Imagem: memória e história do Rio de Janeiro
Coordenadores: CLAUDIA DE OLIVEIRA (Doutor(a) - EBA/UFRJ), LAURA NERY (Pós Doutor(a) - Uerj)

21. Marxismo, Memória e Patrimônio: uma reflexão crítica
Coordenadores: GELSOM ROZENTINO DE ALMEIDA (Doutor(a) - UERJ), WALLACE DOS SANTOS DE MORAES (Doutor(a) - INCT-PPED/IE-UFRJ; NEIC-IUPERJ)

22. Memória e História: diálogos e interfaces
Coordenadores: DIANA DE SOUZA PINTO (Doutor(a) - UNIRIO), MÁRCIA REGINA ROMEIRO CHUVA (Doutor(a) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO)

23. Memória, cultura política e lutas sociais
Coordenadores: LEONARDO SOARES DOS SANTOS (Doutor(a) - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE), VANTUIL PEREIRA (Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

24. Memória, história e sensibilidade nas artes, nas ciências e no pensamento
Coordenadores: ANTONIO HERCULANO LOPES (Doutor(a) - FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA), NÍSIA TRINDADE LIMA (Doutor(a) - Casa de Oswaldo Cruz)

25. Memória, Tradição e Herança: Controvérsias Conceituais e Saber Histórico
Coordenadores: RENATA ROZENTAL SANCOVSKY (Doutor(a) - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

26. Memórias, Identidades e Conflitos sociais
Coordenadores: ICLEIA THIESEN (Pós Doutor(a) - UNIRIO), MARCO AURÉLIO SANTANA (Pós Doutor(a) - IFCS-UFRJ)

27. Migrações, identidades e território
Coordenadores: ANDRÉA TELO DA CORTE (Doutor(a) - MHAERJ-UFF), MARILÉIA FRANCO MARINHO INOUE (Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

28. Militares, sociedade e política
Coordenadores: RENATO LUÍS DO COUTO NETO E LEMOS (Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

29. O Império português nas malhas do Santo Ofício – Séculos XVI a XVIII
Coordenadores: CÉLIA CRISTINA DA SILVA TAVARES (Doutor(a) - UNiversidade do Estado do Rio de Janeiro), DANIELA BUONO CALAINHO (Pós Doutor(a) - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO)

30. Olhares e memórias sobre o longo século XIX: livros, impressos e missivas
Coordenadores: LUCIA MARIA BASTOS PEREIRA DAS NEVES (Doutor(a) - UERJ), TÂNIA MARIA TAVARES BESSONE DA CRUZ FERREIRA (Doutor(a) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ))

31. Poder e Dinheiro: diálogos entre a História e a Economia Política Internacional
Coordenadores: DANIEL DE PINHO BARREIROS (Pós Doutor(a) - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

32. Propriedades, usos e conflitos: um balanço historiográfico
Coordenadores: MÁRCIA MARIA MENENDES MOTTA (Pós Doutor(a) - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)

33. Relações Internacionais, Política Externa e Estudos Estratégicos
Coordenadores: ADRIANO DE FREIXO (Doutor(a) - CEFET-RJ), MÔNICA LEITE LESSA (Doutor(a) - UERJ)

34. Sociedade e Assistência
Coordenadores: GISELE SANGLARD (Doutor(a) - Universidade Severino Sombra), TÂNIA SALGADO PIMENTA (Doutor(a) - Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz)

35. Temas e perspectivas em História Econômico-Social
Coordenadores: MÔNICA DE SOUZA NUNES MARTINS (Pós Doutor(a) - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), THÉO LOBARINHAS PIÑEIRO (Doutor(a) - UFF)






Cronograma:

30 de junho - prazo final para o pagamento das anuidades dos sócios

9 de julho - prazo final para inscrições de ouvintes e em minicursos no encontro

9 de julho - prazo final para para inscrição de lançamento de livros

19-23 julho - XIV Encontro

domingo, 23 de maio de 2010

ANPUH - REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DO HISTORIADOR

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA CONTINUA NA LUTA PELA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DO HISTORIADOR. FAÇA O DOWNLOAD DO DOSSIÊ COMPLETO NA PÁGINA DA ANPUH!


"Por que somos favoráveis à regulamentação da profissão de historiador?

No último dia 10 de março foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal o projeto de lei n. 368/2009 de autoria do Senador Paulo Paim que regulamenta a profissão de historiador. O projeto segue agora para a Câmara Federal onde deverá ser analisado.
No processo de mobilização para a votação desta proposta surgiram algumas vozes discordantes em relação à regulamentação da profissão. Respeitamos profundamente a opinião de todos aqueles que adotaram tal posição. Uma democracia é feita através da manifestação livre de todas as ideias, do debate público e qualificado de todas as posições, por isso apresentamos a seguir o ponto de vista que pautou a atuação da atual diretoria da ANPUH – Associação Nacional de História quando do processo de votação dessa matéria e que pautará sua atuação agora que o projeto tramitará na Câmara dos Deputados.
O que significa regulamentar? Significa definir legalmente os contornos do exercício profissional, significa fixar requisitos para que esse exercício se faça, significa precisar as competências e as habilidades que o profissional deve ter para exercer uma dada profissão, ou seja, regulamentar significa dar estatuto legal a uma profissão, significa o Estado reconhecer a sua existência e, portanto, significa dar uma identidade jurídica e pública ao exercício de uma dada profissão. Regulamentar, em síntese, significa passar a existir de fato e de direito como profissional.
Para a ANPUH a regulamentação da profissão de historiador significa, portanto, o reconhecimento social e jurídico do historiador como um profissional, a quem passa-se a atribuir dados direitos e dadas obrigações perante a sociedade. Para nós, o Estado brasileiro milita em uma contradição ao não reconhecer a profissão de historiador e, ao mesmo tempo, regular, reconhecer e avaliar cursos universitários que formam profissionais nesta área. Se o Estado reconhece que para ser historiador é preciso ter uma dada qualificação, que deve-se exigir determinadas habilidades e competências definidas nos Projetos Político-Pedagógicos dos cursos de História por ele aprovados, deve reconhecer também que nem todo mundo pode ser historiador e, portanto, é preciso que uma lei defina os contornos de nossa profissão. O mesmo raciocínio se aplica àqueles que são habilitados por diplomas de cursos superiores para atuarem na área de História e àqueles que estão nos bancos escolares das instituições de ensino superior cursando História: como podem ser contrários ao reconhecimento legal daquilo que fazem, como podem ser contrários que se definam limites para o exercício profissional, como podem ser contrários a que o Estado reconheça sua existência como profissional com uma qualificação específica que lhe confere a competência para o exercício de dadas atividades? A ANPUH é favorável à regulamentação e, não poderia ser diferente, porque quer que os profissionais que representa tenham existência jurídica, sejam reconhecidos pelo Estado e pela sociedade brasileira.
A Constituição Federal em seu artigo quinto, inciso décimo terceiro, define que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendida à qualificação profissional que a lei estabelecer. A lei que regulamenta a profissão de historiador nada mais faz do que cumprir o mandato constitucional definindo que qualificação deve ter aquele que exerce esta atividade: a exigência de diploma de curso superior em História, ou diploma de Mestrado e Doutorado em História. Este mesmo artigo da Constituição Federal prevê que no interesse da sociedade pode-se criar restrições a esta ampla liberdade de exercício profissional, quando ela possa causar sérios danos à sociedade. Entendemos que o exercício do ensino e da pesquisa em história feito por profissionais não habilitados causa sério dano à sociedade, à medida que não se tem um ensino e uma pesquisa de qualidade, feitas com as necessárias competências e com os necessários conhecimentos teóricos e práticos.
O movimento em torno da regulamentação das profissões remonta ao imediato pós-Segunda Guerra Mundial, como resposta às crescentes demandas dos trabalhadores pelo reconhecimento de seus direitos. Ele é contemporâneo e está relacionado à criação da Organização Internacional do Trabalho, do estabelecimento das primeiras convenções da OIT, da emergência dos Estados de Bem-Estar Social. No Brasil, foi neste contexto que as primeiras profissões foram regulamentadas. Tendo como exceção a profissão de leiloeiro que foi regulamentada ainda em 1932, a maioria das profissões consideradas de maior prestígio social foi regulamentada ente as décadas de 1940 e 1960: contabilista (1946), economista (1951), químico (1956) médico (1957), geólogo (1962), psicólogo (1962), estatístico (1965), farmacêutico (1966) , engenheiro, arquiteto e agrônomo (1966), jornalista (1969), entre outras. Ao contrário, portanto, do que alguns afirmam, a regulamentação profissional não é um tema do discurso ou da “ideologia neoliberal”. O neoliberalismo, pelo contrário, vem sendo responsável pela crescente resistência por parte do Congresso Nacional e por parte do Judiciário brasileiro em regulamentar as profissões. O episódio recente da desregulamentação da profissão de jornalista por parte do Supremo Tribunal Federal a pedido dos grandes grupos econômicos que dominam os meios de comunicação do país é exemplar da prevalência desta forma de pensamento em setores das elites brasileiras. Um dos princípios fundamentais do neoliberalismo é, justamente, o da flexibilização e da desregulamentação profissional, levando a uma precarização do trabalho e à possibilidade do pagamento de salários mais baixos a profissionais ditos flexíveis ou despreparados.
Por isso, a ANPUH é favorável à regulamentação profissional. Ela vai na contramão da vaga neoliberal que aposta na precarização jurídica das profissões visando a aviltar as condições de trabalho e de exercício profissional, permitindo a maximização dos lucros das empresas que contratam estes profissionais. Quem conhece a realidade das empresas de educação, do ensino privado e mesmo do ensino público, em dadas áreas do país, sabe que a regulamentação de nossa profissão é não só uma necessidade premente, como sabe que danos esta não regulamentação causa aos nossos profissionais. Não é mera coincidência que a bancada ligada ao ensino privado no Congresso Nacional seja reativa a qualquer iniciativa que vise a regulamentar profissões como a nossa. Como o próprio projeto aprovado no Senado reconhece, sem a regulamentação fica-se sujeito a que pessoas não qualificadas tecnicamente ou não habilitadas para o exercício profissional do ensino, da pesquisa, da assessoria, do planejamento e da gestão na área da História possam ser contratadas para exercer estas atividades mediante uma remuneração aviltada em seus valores.
A luta pela regulamentação da profissão de historiador já se arrasta por quarenta e dois anos, desde 1968 (no site da ANPUH está disponível um dossiê que historia todo este tortuoso processo). Nove projetos neste sentido já foram apresentados à Câmara dos Deputados. E há quem diga que não ocorreu ainda o necessário debate, que adotamos uma posição pragmática e de afogadilho. Cremos que as instituições, notadamente aquelas que agrupam historiadores ou futuros historiadores, devem possuir memória. Não se pode a cada nova diretoria eleita começar-se o debate sobre dadas questões como se não houvesse toda uma história de lutas anteriores. Sabemos que as posições podem ser modificadas mediante novas conjunturas, mas mesmo nesse caso deve-se levar em conta a trajetória anterior da instituição. No âmbito da ANPUH há toda uma história de debates em torno da regulamentação profissional. Diretorias anteriores participaram ativamente do debate e da elaboração de propostas neste sentido. Em nenhuma instância oficial da entidade foi votada e aprovada posição contrária à regulamentação, portanto, cabia a esta diretoria, quando surgiu a iniciativa vinda do Senado, se empenhar para sua aprovação. Mediante carta aberta a toda a comunidade de historiadores, a Associação deixou clara qual seria sua estratégia, ou seja, a de não propor qualquer modificação no texto neste momento. Fazer política requer perceber os momentos favoráveis, definir estratégias viáveis, sob pena de nunca se conseguir o que se quer. Avaliamos que o contexto era favorável, mas por estarmos num ano eleitoral, se a votação não ocorresse este semestre não seria feita este ano e sendo o final de uma legislatura, o projeto não sendo aprovado em 2010, seria arquivado, tal como manda o Regimento Interno do Senado. Esta é a situação do projeto que tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Ele caminha para ser arquivado ao final do ano com o fim da legislatura sem que sequer tenha recebido um parecer favorável ou contrário dos sete relatores que já foram para ele designados. Ter um projeto aprovado no Senado era estrategicamente fundamental, pois, agora, ele não pode mais ser arquivado ao final das legislaturas. A Câmara terá que obrigatoriamente analisá-lo, se posicionando contra ou a favor. Podemos agora prosseguir o debate em torno de um projeto já aprovado para aperfeiçoá-lo. Uma circular neste sentido foi enviada a todas as nossas Seções Regionais, solicitando que a regulamentação seja tema de discussão e deliberação nos Encontros Estaduais da ANPUH, que ocorrerão este ano, onde todas as posições poderão ser colocadas.
Consideramos que a regulamentação da profissão de historiador é uma questão de justiça e de equidade de direitos, já que outras profissões da mesma natureza que a nossa já foram regulamentadas, algumas das quais mantendo clara interface com as atividades que exercemos, como por exemplo, as profissões de geógrafo, de sociólogo, de museólogo e de arquivista. Somos uma das áreas de formação profissional mais antiga do país e com uma importância social indiscutível, já que exercemos nossa atividade no âmbito da educação, da cultura, da memória, do patrimônio histórico e artístico que são áreas de interesse social prioritário. O Congresso Nacional aprovou recentemente a regulamentação de profissões como de enólogo (2007), garimpeiro (2008,) oceanógrafo (2008), bombeiro civil (2009), moto taxista e moto boy (2009) e turismólogo (2010), o que reforça a nossa reivindicação em torno do reconhecimento profissional de uma categoria das mais numerosas do país.
O projeto aprovado tem o mérito, a nosso ver, de ser singelo e, ao mesmo tempo, de garantir a maioria das nossas históricas reivindicações. Somos de opinião de que um projeto de lei quanto mais detalhado, buscando a situação ideal e prevendo todas as situações particulares possíveis de ocorrer, favorece aqueles que são contrários à regulamentação no Congresso Nacional, pois quanto mais detalhado é um projeto mais ele abre margem para ser contestado. Às vezes um pequeno dispositivo pode favorecer a contestação e a derrubada do projeto. Cremos que a concisão e a objetividade são um dos méritos da proposta aprovada. Ao mesmo tempo ele garante reivindicações históricas nossas como: o reconhecimento de que o historiador é tanto o bacharel quanto o licenciado em história; reconhece como atribuições do historiador não só a pesquisa e o ensino de história, mas o planejamento, a organização, a implantação e a direção de eventos ou exposições que envolvam temas históricos; a assessoria na avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; a emissão de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos e que os estabelecimentos que prestam serviços na área de História deverão manter em seus quadros profissionais habilitados nesta área. Há manifestações de apreensão quanto aos desdobramentos burocráticos e de controle que a regulamentação implica. É sabido que a institucionalização da profissão conduz ao reconhecimento profissional, significa existirmos enquanto profissão, podendo, por exemplo, ser realizados concursos específicos para provimento do cargo de historiador em instituições públicas e privadas, o que não pode ocorrer enquanto não tivermos a profissão regulamentada. O projeto aprovado reserva o provimento de cargos, funções ou empregos de historiador aos portadores de Diplomas de graduação, mestrado ou doutorado em história. Isso implica o necessário registro profissional que, no projeto aprovado no Senado Federal, deverá ser feito junto às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego do local onde o profissional irá atuar, ou seja, a única burocracia que a regulamentação profissional trará será a de ter o historiador que comparecer, após o término da graduação ou do curso de pós-graduação que o habilita como profissional de história, munido do diploma, à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e registrar-se como profissional. O projeto não prevê e nem a ANPUH pensa em reivindicar a criação de Conselhos Nacional e Regionais para fiscalizar o exercício da profissão, muito menos a realização de uma prova como a exigida pela OAB para a concessão do registro profissional. A ANPUH não pretende tornar-se órgão de fiscalização profissional e sim continuar sendo entidade de representação profissional. Os profissionais de História, atuando no ensino ou na pesquisa, já são submetidos a constantes processos de avaliação de suas habilidades e competências. Para a entrada no serviço público, seja em que nível for, são submetidos a concursos públicos e seu desempenho é acompanhado pelas diferentes modalidades e formas de avaliação do ensino e da pesquisa instituídas pelos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Mesmo atuando na iniciativa privada, o profissional de história já está sujeito a periódicas avaliações, o que torna sem qualquer sentido a criação de instâncias de controle do desempenho. Os problemas éticos e jurídicos que podem envolver a atuação dos profissionais de história quando não já estão previstos na legislação, podem ser objeto de um código de ética específico, em debate atualmente no âmbito da ANPUH, sem que para isso seja necessária a criação de um aparato burocrático específico.
A luta pela regulamentação da profissão significa, portanto, para a ANPUH, a luta pelo reconhecimento profissional, a luta pela cidadania plena dos historiadores, a luta pela dignidade no exercício da profissão, o que não está em desacordo com a solidariedade necessária à luta de todos os trabalhadores pela dignidade do próprio trabalho e por seus direitos, mas, pelo contrário, é um capítulo desta luta, à medida que combate a precarização do trabalho, a desregulamentação das profissões, que só pode aparecer como um paraíso cor-de-rosa àqueles que defendem posições românticas e desligadas de uma análise mais atenta da realidade, já que não existe ordem social desinstitucionalizada ou possibilidade de se estar completamente fora do ordenamento social. O que não está institucionalizado, o que não está instituído nem por isso deixa de estar submetido ao ordenamento social, só que quase sempre de forma subalterna. Não estar regulamentado profissionalmente nada tem que ver com liberdade do trabalho, - a não ser com a liberdade do liberalismo que sabemos a quem serve -, mas quase sempre com uma subordinação e uma subalternidade ainda maior. Não somos contrários ao reconhecimento como historiadores, inclusive por parte da lei, com a proposição de uma emenda ao projeto aprovado no Senado, quando da tramitação na Câmara, daqueles profissionais com outras formações que militam há certo tempo, a ser definido em nossas discussões, no campo da história ou que possuem notório saber, adquirido através de uma prática durante anos, em nossa área do conhecimento. Mas somos contrários a que qualquer pessoa, sem a menor qualificação profissional, possa se dizer historiador e ocupar cargos, funções e empregos que devem ser reservados aos profissionais habilitados nesta área. Somos favoráveis à regulamentação da profissão porque valorizamos o trabalho que fazemos, porque sabemos todo o esforço que empreendemos para formar profissionais nesta área, porque como profissionais em atividade sabemos quão árdua foi toda a preparação que tivemos que fazer para exercer o nosso ofício com competência e com conhecimento de causa. Ser contrário à regulamentação é afirmar publicamente, para toda a sociedade, que nossa formação é dispensável, que os cursos que fizemos são desnecessários, que as habilidades e competências que tivemos que desenvolver mediante horas de estudo, de dedicação e de trabalho podem ser acessíveis a qualquer amador que se arvorar a freqüentar os arquivos e se dispor a ministrar aulas de história."
FONTE: www.anpuh.org

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dia 17 de Maio: " A Cultura de Campo Grande"





Conferência com o Chanceler do Centro Universitário UniMSB, Professor Moacyr Bastos, abre a Semana dos Cursos de História e Geografia.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA

Olá comunidade acadêmica!

Nos dias 17, 18 e 19 de maio teremos a semana dos cursos de História e Geografia.
O Evento ocorrera no TEATRO do Centro Universitário.

17/05 - 19h30 - Conferência com o Chanceler do Centro Universitário, Prof. Moacyr Bastos - sobre a História de Campo Grande. Na mesa estarão presentes as professoras Edina Prado e Maria do Carmo.

18/05 - 19h30 - Palestra do Professor do curso de Geografia do UniMSB, Msc Luciano Ximenes - "A Zona Oeste e a geografia do desenvolvimento desigual". Estarão presentes na mesa os professores Vlademir Luft, do curso de História e Aracy Machado, do curso de Geografia.

19/05 - 19h30 - Painel de Monografias. Mediado pelos professores Angela Castilho e Washington Dener, do curso de História, e os Professores Mazzei e Alexandre, do curso de Geografia


Durante o evento ocorrerá a "troca de livros", das 18h as 19h. Organizado pelas professoras Suzi Aguiar e Daniella Cappella.

A ata de presença apenas será disponibilizada ao final das palestras. Evento aberto aos alunos de outras instituições.

O evento possui carga-horária de 15h e está cadastrado na Coordenadoria de Extensão. Para posterior emissão de certificado.

Maiores informações:

historia@msb.br
extensao@msb.br

PARTICIPE!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

NOVOS CURSOS DE EXTENSÃO

ATENÇÃO COMUNIDADE ACADÊMICA!

Já esta disponível no setor de Extensão a pre-inscrição para o Curso " A América Pré-Descobrimento" ministrada pelo nosso professor Vlademir José Luft, membro do Núcleo Docente Estruturante do Curso de História.

O curso terá início dia 08 de maio e terminará dia 29 de maio. Com cara-horária de 16horas. Aos sábados, das 9h as 12h30.

A pré-inscrição deve ser feita no primeiro andar do prédio E, Coordenadoria de Extensão. Informações extensao@msb.br, historia@msb.br e com o professor Luft.

TROTE LEGAL UniMSB

TROTE LEGAL UniMSB

Calouros, veteranos, colaboradores ou visitantes venham participar do nosso Trote Legal e junto traga a sua solidariedade. No próximo dia 17/04/2010 a partir das 9 horas, no Calçadão de Campo Grande em frente ao Beco do Seridó, estaremos realizando nosso tão esperado evento e também arrecadando alimentos não perecíveis, agasalhos e cobertores para ajudarmos as vítimas das fortes chuvas que arrasaram nossa cidade.

Nosso Trote é legal, mas o melhor é a sua participação.

POSTOS DE COLETA

UniMSB

Portaria do prédio E
Rua Amaral Costa, 360 - Campo Grande - Rio de Janeiro - RJ

Hall do prédio A
Rua Engenheiro Trindade, 229 - Campo Grande - Rio de Janeiro - RJ

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

2010 - O RETORNO!

BEM VINDOS, FUTUROS HISTORIADORES!

Iniciamos o 1. semestre de 2010 em grande estilo, com a formatura da Turma 41061
(2007/2009):





Turma Edina Ferreira Prado, bela homenagem a nossa Professora.


AVISO:
Os calouros iniciarão o semestre no dia 15 de março, juntamente com a turma 41012.

TURMA ESPECIAL DE ESTÁGIO:
Estão abertas as inscrições para turmas especiais de Estágio Supervisionado em História. As aulas iniciarão no dia 06 de março, sextas feiras, das 20h40 as 22h. Poderão se inscrever alunos de dependencia e/ou adaptação nos três estágios.

AULAS DE TCC1 (Projeto de Pesquisa): Foi recolocada na Matriz Curricular, a disciplina TCC1. As aulas tiveram inicio na última terça-feira, no horário de 19h as 20h20. Se você necessita entregar sua monografia (pois ficou em NE) informe-se sobre a matricula nesta disciplina, para cumpri-la como Turma Especial. Caso tenha ficado em CP, procure o professor para informar-se sobre as pendências e entregue seu trabalho no PROTOCOLO, para regularizar e alterar sua nota.

Por hoje é só!